Dia Mundial dos Animais
Outubro 15, 2010Dia 4 de Outubro celebra-se o Dia Mundial dos Animais, e várias são as associações de defesa animal que, nos últimos anos, têm organizado iniciativas e campanhas de adopção para celebrar este dia. Mas vão mais longe, e ao longo do ano vamos assistindo a vários eventos do género, no sentido de defender e promover o respeito pelos animais, pois este é um trabalho diário e que compete também a todos nós.
Apesar de assistirmos a um progresso na defesa dos direitos dos animais em Portugal, ainda há um longo caminho a percorrer para tornar a legislação mais clara, mais protectora e fazer-se cumprir, e para, por exemplo, contrariar o número de animais abandonados.
Os animais são seres vivos, não objectos ou brinquedos, são sensíveis e também sofrem, e quando abandonados estão sujeitos a todos os tipos de maus tratos e doenças, e correm o risco de morrer à fome ou nas estradas, enquanto procuram abrigo e algo para se alimentarem. Mas há também aqueles que vão parar ao canil, em muitos casos levados pelos próprios donos, onde acabam por ser “adormecidos” por falta de condições para os manter. Alguns têm a sorte de ser adoptados, mas a maioria não tem uma segunda oportunidade.
É de louvar o trabalho e o esforço das associações de defesa dos animais, para os alojar e alimentar, muitas vezes excedendo as suas capacidades, tendo como recursos apenas as quotas dos sócios e alguns donativos, e actuando com a solidariedade de voluntários que acreditam ser possível contribuir para melhorar a qualidade de vida desses se
res. É igualmente de reconhecer e louvar o trabalho e o esforço dos cidadãos que, através das redes sociais, se têm unido no sentido de resolver situações de abandono e maus tratos a animais. Não obstante, não podemos fechar os olhos e passar ao lado desta realidade, também compete a cada um de nós fazer algo para alterar mentalidades no que respeita aos direitos dos animais.
A decisão de comprar ou adoptar um animal deve ser muito ponderada, pois esta deve ser uma decisão para toda a vida. O dono deve desejar, ter condições e disponibilidade para o animal, pois este necessita de atenção, alimentação, alojamento adequado e espaço para se movimentar, e acompanhamento veterinário, entre outros requisitos. Quando se acolhe um animal, este deve fazer parte da família, ser amado, cuidado e estimado até morrer naturalmente.
Por outro lado, se gostava de ter um animal, mas não pode por qualquer motivo, ou gostava de ajudar a melhorar a qualidade de vida de um, pode sempre apadrinhar, por exemplo na associação de defesa animal da sua zona de residência ou mais próxima de si.
Enquanto seres dotados de inteligência e capacidade de raciocínio, temos o dever de observar, compreender, amar e respeitar os animais, pois o respeito dos humanos pelos animais está ligado ao respeito dos humanos pelo seu semelhante.
“Todos os animais nascem iguais perante a vida e têm os mesmos direitos à existência”, artigo 1º da Declaração Universal dos Direitos dos Animais.
Artigo de opinião de Liliana Patrício
Secretária-Coordenadora da Juventude Socialista de Torres Vedras
Jornal Badaladas, 15 de Outubro de 2010
A Participação Cívica e Política da Juventude
Outubro 5, 2010Na sociedade moderna, a juventude é compreendida como uma fase de construção de identidades e de definição de projectos de futuro. Uma parte integrante da sociedade que tem mostrado a sua capacidade de intervenção através das suas ideias inspiradas na coragem e na força de vontade. Pois só assim é possível construir o futuro do nosso país. Os jovens portugueses representam a esperança de futuro do país mas, mais ainda, representam uma parte fundamental da esperança de rápida modernização da nação, fundamental para assegurar a produtividade e a competitividade.
Assim sendo, e por se tratar de uma intervenção consciente, é importante estabelecer os dois espaços de participação, ou seja, democracia participativa e representativa. Nestes dois contextos refiro-me tradicionalmente aos partidos políticos e associações juvenis.
As associações juvenis regem a sua actividade através da educação não formal, que se reflecte em conjunto e se aprende fazendo. Ao participarem em associações juvenis, as/os jovens desenvolvem competências, que são relevantes em diferentes contextos, e têm a oportunidade de imediatamente as levarem à prática. Trata-se de competências como o relacionamento interpessoal e a comunicação, a liderança, o planeamento, o trabalho de equipa, a consciencialização intercultural, a gestão, a resolução de conflitos, as competências linguísticas, o fomento de debate, entre outras. Acresce que esta participação potencia ainda o desenvolvimento de qualidades como o compromisso, o envolvimento, a responsabilidade, a solidariedade, a consciência democrática, a motivação, a participação, a iniciativa, o respeito pelos/as outros/as, a tolerância e a auto-estima. São escolas de cidadania, espaços de participação e da consciência social dos/as jovens, de trabalho em equipa, de aprendizagem contínua que constituem um modelo de Democracia Participativa. São competências e qualidades transferíveis para outras esferas nomeadamente profissionais, e também para o âmbito da participação política.
A participação democrática da juventude confere-lhe dignidade e responsabilidade, valorizando a cidadania. Os jovens não devem ficar omissos, têm que acreditar na sua força de participação como instrumento de transformação. O Jovem, independentemente da sua ideologia não deve ficar ausente das discussões que envolvem o seu e o nosso futuro. No exercício da cidadania, a participação do jovem amplia os espaços públicos, diminuindo o individualismo e a monocracia. O jovem deve ter a noção e compreender que a política faz parte do nosso dia-a-dia e é fundamental para a sobrevivência da sociedade democrática.
Cabe-nos a todos a responsabilidade de cultivar, nos mais jovens, os valores da cidadania democrática. Neste sentido, muito se deve às organizações de juventude político-partidárias, com natural destaque para a Juventude Socialista, juventude partidária que se compõe e demarca por jovens atentos e interessados, conscientes e críticos, capazes e motivados na defesa dos valores da cidadania.
Acredito nas mais valias e nas potencialidades da participação juvenil na política. Acredito nos seus valores e virtudes. Estou certo que hoje temos muitos jovens a participar activamente na política local, regional e nacional e a identificarem as boas práticas que fomentam a participação responsável, activa e consciente na cultura democrática.
Acredito que seja esse o caminho para uma sociedade melhor e mais humana.
Artigo de opinião de Pedro Cunha
Jornal Badaladas, 24 Setembro 2010

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