Dia Mundial dos Animais

Dia 4 de Outubro celebra-se o Dia Mundial dos Animais, e várias são as associações de defesa animal que, nos últimos anos, têm organizado iniciativas e campanhas de adopção para celebrar este dia. Mas vão mais longe, e ao longo do ano vamos assistindo a vários eventos do género, no sentido de defender e promover o respeito pelos animais, pois este é um trabalho diário e que compete também a todos nós. 

Apesar de assistirmos a um progresso na defesa dos direitos dos animais em Portugal, ainda há um longo caminho a percorrer para tornar a legislação mais clara, mais protectora e fazer-se cumprir, e para, por exemplo, contrariar o número de animais abandonados.

Os animais são seres vivos, não objectos ou brinquedos, são sensíveis e também sofrem, e quando abandonados estão sujeitos a todos os tipos de maus tratos e doenças, e correm o risco de morrer à fome ou nas estradas, enquanto procuram abrigo e algo para se alimentarem. Mas há também aqueles que vão parar ao canil, em muitos casos levados pelos próprios donos, onde acabam por ser “adormecidos” por falta de condições para os manter. Alguns têm a sorte de ser adoptados, mas a maioria não tem uma segunda oportunidade.

É de louvar o trabalho e o esforço das associações de defesa dos animais, para os alojar e alimentar, muitas vezes excedendo as suas capacidades, tendo como recursos apenas as quotas dos sócios e alguns donativos, e actuando com a solidariedade de voluntários que acreditam ser possível contribuir para melhorar a qualidade de vida desses seres. É igualmente de reconhecer e louvar o trabalho e o esforço dos cidadãos que, através das redes sociais, se têm unido no sentido de resolver situações de abandono e maus tratos a animais. Não obstante, não podemos fechar os olhos e passar ao lado desta realidade, também compete a cada um de nós fazer algo para alterar mentalidades no que respeita aos direitos dos animais.

A decisão de comprar ou adoptar um animal deve ser muito ponderada, pois esta deve ser uma decisão para toda a vida. O dono deve desejar, ter condições e disponibilidade para o animal, pois este necessita de atenção, alimentação, alojamento adequado e espaço para se movimentar, e acompanhamento veterinário, entre outros requisitos. Quando se acolhe um animal, este deve fazer parte da família, ser amado, cuidado e estimado até morrer naturalmente.

Por outro lado, se gostava de ter um animal, mas não pode por qualquer motivo, ou gostava de ajudar a melhorar a qualidade de vida de um, pode sempre apadrinhar, por exemplo na associação de defesa animal da sua zona de residência ou mais próxima de si.

Enquanto seres dotados de inteligência e capacidade de raciocínio, temos o dever de observar, compreender, amar e respeitar os animais, pois o respeito dos humanos pelos animais está ligado ao respeito dos humanos pelo seu semelhante.

“Todos os animais nascem iguais perante a vida e têm os mesmos direitos à existência”, artigo 1º da Declaração Universal dos Direitos dos Animais.

 

Artigo de opinião de Liliana Patrício 

Secretária-Coordenadora da Juventude Socialista de Torres Vedras

 

Jornal Badaladas, 15 de Outubro de 2010

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